°Coisas de £å£i° - UOL Blog

°Coisas de £å£i°


09/09/2007


A partir de hoje..estarei nesse endereço...

http://coisassensuaisdelali.zip.net/index.html

"Coisas Sensuais de £å£i"

gostaria que trocassem os links em seus blogs...esse ja não tem mais espaço...espero que me visitem...

beijos..espero vcs lá...vai ficar lindo...!!!

Post de £å£i às 14h40
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24/08/2007


"ontem à noite
sonhei de corpo inteiro
– acordei com teu cheiro"

Alonso Alvarez

Sonhei comigo

Eugénia Tabosa

Sonhei comigo
esta noite
Vi-me ao comprido
Deitada
Tinha estrelas
nos cabelos
em meus olhos
madrugadas
Sonhei comigo
esta noite
como queria
ser sonhada
Senti o calor da mão
percorrendo uma guitarra
De longe vinha um gemido
uma voz desabalada
Havia um campo
de trigo
um sol forte
me abrasava.
E acordei
meio sonhando
procurando
me encontrar
Quando me vi
ao espelho
era teu
o meu olhar.



Sou toda tua

Teresa Machado

Nua, nua
toda tua
vê-me assim!
Diz-me lá,
queres-me já?
Vens pra mim?

Faz-me amor,
dá calor
à amada.
Já transpiras
e respiras
madrugada!

Dás-me tanto
que é espanto
que te dou.
Se te canto
teu encanto
aumentou! 

Post de £å£i às 21h19
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01/07/2007


Para te esperar

"Não lavei os seios
pois tinham o calor
da tua mão.
Não lavei as mãos
pois tinham os sons
do teu corpo.
Não lavei o corpo
pois tinha os rastros
dos teus gestos;
tinha também, o meu corpo,
a sagrada profanação
do teu olhar
que não lavei.
Nem aqueles lençóis,
não os lavei,
nem os espelhos,
que continuam
onde sempre estiveram:
porque eles nos viram
cúmplices, e a paixão,
no paraíso,
parece que era.
Lavei, sim,
lavei e perfumei
a alma, em jasmim,
que é tua, só tua,
para te esperar
como se nunca tivesses ido
a nenhum lugar:
donde apaguei
todas as ausências
que apaguei
ao teu olhar."

Soares Feitosa

A Canção Desesperada

Tua lembrança emerge desta noite em que estou.
O rio e o mar enlaçam seu lamento obstinado.

Abandonado como um cais na madrugada.
É a hora de partir, oh abandonado!

Sobre o meu coração chovem frias corolas.
Oh sentina de escombros, feroz gruta de náufragos!

Em ti se acumulam os voos e as guerras.
De ti ergueram asas os pássaros do canto.

Tu devoraste tudo, qual devora a distância.
Como o mar, como o tempo. Tudo em ti foi naufrágio!

Era a hora ditosa do assalto e do beijo.
Era a hora do êxtase que ardia como um facho.

Uma ânsia de piloto ou de mergulhador cego,
turva embriaguez de amor, tudo em ti foi naufrágio!

Na infância de névoa, minha alma alada e ferida.
Descobridor perdido, tudo em ti foi naufráfio!

Tu cingiste-te à dor, prendeste-te ao desejo.
Derrubou-te a tristeza, tudo em ti foi naufrágio!

Fiz recua então a muralha de sombra,
caminhei para além do desejo e do acto.

Oh carne, carne minha, ó amada que perdi,
a ti nesta hora húmida evoco e torno cântico.

Como um vaso guardaste a infinita ternura
e o infinito olvido partiu-te como um vaso.

Era a solidão, solidão negra das ilhas,
e ali, mulher de amor, me acolheram teus braços.

Era a seda e a fome, e então foste os frutos.
Era a dor e as ruínas e tu foste o milagre.

Ah, mulher, eu não sei como pudeste conter-me
na terra da tua alma e na cruz dos teus braços!

Meu desejo de ti foi terrível e breve,
o mais revolto e ébrio, o mais tenso e mais ávido.

Cemitério de beijos, ainda há fogo em teus túmulos,
ainda os cachos ardem picados pelos pássaros.

Oh boca mordida, oh membros beijados,

oh os famintos dentes, os corpos entrançados!

Oh a cópula louca de esperança e esforço
em que ambos nos atamos e nos desesperamos.

E a ternura, suave como a água e a farinha.
E a palavra que mal começava nos lábios.

Esse foi meu destino, nele singrou minha ânsia,
nele caiu minha ânsia, tudo em ti foi naufrágio!

Oh sentina de escombros, em ti tudo caía,
que dor não exprimiste, que ondas não te afogaram!

De queda em queda ainda chamejaste e cantaste.
De pé como um marujo sobre a proa de um barco.

Floresceste ainda em cantos e brotaste em correntes.
Oh sentina de escombros, poço aberto e amargo.

Mergulhador cego e pálido, derrotado e fundeiro,
descobridor perdido, tudo em ti foi naufrágio!

É a hora de partir, a hora dura e fria
com que a noite domina todo o horário.

O cinturão ruidoso do mar abraça a costa.
Surgem frias estrelas, emigram negros pássaros.

Abandonado como um cais na madrugada.
Somente a sombra trémula se torce em minhas mãos.

Ah, para além de tudo! Ah, para além de tudo!

É a hora de partir. Oh abandonado!

Pablo Neruda

Post de £å£i às 19h45
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17/06/2007


Rompante

Se chegasses bem perto
me olhasses nos olhos,
sentirias o meu cheiro,
tocarias o meu corpo.
 
Se ao toque um arrepio,
ao sussurro uma entrega.
Se ao deslize uma desnuda,
aos beijos uma ativada.
 
Se na virada uma inversão,
na lambida uma sensação,
Se na idéia uma criação,
na molhada uma ereção.
 
Se viesses bem quente,
me tomasses nos braços,
sentirias o meu calor,
saberias do meu amor.
 

Beatrice Russo

O meu corpo maduro invoca
a agradável sensação da excitação
ao desejar o toque das suas mãos
nos meus seios...
e os seus lábios a suga-los
com a intensidade do prazer
 
Ao fechar os meus olhos te vejo
e te sinto percorrendo os meus caminhos
descobrindo pintas, manchas e pentelhos
me amando com calor intenso
poderoso no mergulho dos dedos
indo e vindo...
delicado no contorno das curvas
se abrindo...
 
O meu corpo maduro invoca
a ardente chama do amor
ao desejar o romper da penetração
suor, ritmo, cansaço...
repouso, descanso, aconchego...
no seu colo quente, macio, abrigo.


Beatrice Russo

http://beatricerusso.zip.net/index.html

Me explica porque a polpa das distâncias traz consigo lâminas com teu nome
gravado, para sempre que minha língua solta o pronuncia, sentir a dor dos cortes
que são mais afago que castigo. Me explica que poço é esse que escondes nos
olhos, para quando me demoro à espera da água pouca e seu belo canto, sentir o
abandono da queda entre o êxtase e o espanto. Me explica de que flores de
segredo são feitas tuas mãos ocas, que mesmo tão longe, perfumam meus cabelos
para que eles amanheçam sempre enredados entre teus dedos. Me explica que dor
tanta é essa que me carrega no colo, me beija as pálpebras, me põe ardores, para
depois enlutar o dia, negar o riso, tirar as falsas asas da louca, abrutalhar as
cores. Me explica se se morre de amores.


Escrito por Ticcia

Instalam-se em mim milhares de volts e eu sou a um só tempo de raios e veludos,
algo no entorno do profundo, algo do indizível em língua de gente. Meu cio se
completa e eu me acho repleta e premente de ardores e instantes, povoada de
imprecisão e voragem, numa ânsia que não admite latência, numa dor que é loucura
e sofreguidão. Imprimo meus dedos contra a carne e subjugo minhas mãos, guardo
meu tato para o contato com teu corpo, para o embate sobre teu peso. Refaço
plano, aperto passo, revejo estratégia, descarto trégua. Logo serei entrega e
serás multidão.


Escrito por Ticcia

Busco em mim o abrigo de mim mesma, tento, em vão, cobrir minhas pernas roxas de
frio com meus agasalhos rotos. Um inverno me sussurra nomes mortos e me estende
seus braços gelados num abraço de solidão e ausência, num destender de varais
cheios de roupas brancas molhadas que não me servem, não me cabem, não me
pertencem. Eu vou cegando os olhos neste céu imenso e límpido, vou gravando a
retina com manchas de luz e vazios, vou civilizando a dor, ensinando o medo a se
comportar, já que eu não me comporto, não sou de comportas, portas, saídas de
indigência, eu não me entendo animal doméstico.


Escrito por Ticcia

http://www.naodiscuto.com/

Blog maravilhoso da Ticcia...

 

Post de £å£i às 19h06
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11/06/2007


Preciso de ti. Por nenhuma razão em especial. Apenas por tudo, apenas por nada. Preciso desse sorriso, que se te acende no rosto e me ilumina os dias. Preciso de me encontrar no brilho dos teus olhos faroleiros que me fazem rumar ao cais onde te escondes. Preciso de ti… de deitar a cabeça no teu peito e ouvir o tic tac de um coração que trabalha com a precisão de um relógio suíço. Preciso de te ouvir gemer baixinho o meu nome em doces ecos surdos. Quero adormecer no teu colo e repousar em ti este permanente cansaço. Preciso de ti… porque a minha alma já não me pertence, abandonou-me e habita descaradamente na tua. Preciso que abandones todos os medos e dúvidas e que te deites ao meu lado, que me abraces de forma carinhosa e protectora. E amanhã, quando eu acordar… preciso que estejas exactamente no mesmo sítio.

 

«You must remember this, a kiss is still a kiss, a sigh is still (just) a sigh. The fundamental things apply… as time goes by» (Casablanca)

Dá-me um beijo… igual àquele primeiro que se fez tão desejado, inseguro, doce. Dois seres que se uniam e comungavam as suas almas através do toque das suas bocas. Dá-me um beijo… de destemido explorador, como aqueles, que me davas quando descobrias os meus sentidos. Ou podes dar-me um beijo, cinematográfico, decidido de “- És minha!” Dá-me um beijo… daqueles a saber a café, daqueles lambuzados de Món Cherry, daqueles de chá de camomila, bolo de chocolate e ovos mexidos às 3h da manhã. Dá-me um beijo… lento como os que te dava ao acordar, quando a madrugada entrava pela janela e nos vinha beijar suavemente. Dá-me um beijo voraz, com pressa de me amar, daqueles que deixavam a roupa pelo chão até chegarmos ao nosso destino. Dá-me um beijo, cansado depois, de fim de noite, extasiado de me possuir. Dá-me um beijo escondido, como aqueles que surripiávamos um ao outro como dois criminosos foragidos. Dá-me um beijo salgado pela água do mar, pelo sal que te transpira no corpo. Dá-me um beijo…daqueles… a saber a ti.


http://aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo.pt/

amei esse blog...e trouxe alguma coisa para cá...com devidos créditos...

Posse


Vem cá! Assim, verticalmente!
Achega-te... Docemente...
Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher
promessas do que quero prometer,
até à síncope do amor na alma!
Colemos as mãos, palma a palma!
A minha boca na tua, sem beijo...
Desejo-te até o desejo
se queixar que dói.

E sou tua, assim, como nenhuma foi!

(Caminhos Frios
Leonor de Almeida, 1947, Portugal)

Post de £å£i às 14h39
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Sejam Benvindos(as)

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